

Especialmente desenvolvido seguindo as diretrizes da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde – PNH, o SAHRA contempla o acolhimento e a classificação de risco dos pacientes que buscam atendimento de urgência. Realiza o seu encaminhamento aos respectivos eixos de atendimento, de acordo com a gravidade de sua condição, controlando as “filas” de acesso, seja nas redes básicas, como os programas de saúde.
Criado para a operacionalização de unidade de atendimento pré-hospitalar, a UPA, o sistema adere às políticas de humanização das urgências e emergências, apoiando os processos administrativo e assistencial da unidade.
Essas políticas direcionam, dentre outras coisas, para arranjos específicos no que tange à arquitetura dos ambientes, fluxos de acesso, abordagens específicas no atendimento e encaminhamento para os níveis de baixa e alta complexidade.
As UPA´s são focadas no atendimento de pequenas e médias urgências e no atendimento e estabilização de pacientes graves até a remoção para unidades de maior complexidade, com o objetivo de racionalizar as portas de acesso das grandes emergências hospitalares. Seu principal papel é a ligação entre as ocorrências de rua e as remoções para unidades mais complexas e a retenção das filas para urgência nas mesmas.
As UPA´s devem interagir fortemente com a rede básica relacionada, com as referências hospitalares da região em que se encontra, bem como com os serviços de ambulância e de atendimento de urgência e emergência móveis.
O SAHRA prevê duas formas básicas de acesso aos serviços da UPA, que são orientadas por cores correspondentes aos níveis de risco e cuidados que os pacientes inspiram, são eles:
Em ambos os casos, são necessários processos operacionais consistentes que suportem o funcionamento de filas para identificação e classificação de risco, atendimento ambulatorial e observação, obedecendo a critérios de risco, ordem de chegada e decisão médica. Estes controles desdobram-se também nos procedimentos complementares; prescrição de exames e de medicamentos. Todo o processo operacional, administrativo e assistencial é apoiado pelo SAHRA, que utiliza, ainda, recursos como painéis e efeitos sonoros para a chamada do paciente.
O Sahra integra-se também com o sistema de controle de ambulâncias e com o sistema de gestão hospitalar, além de gerar relatórios operacionais, de morbidade e estatísticos e informações para as ferramentas de gestão ECO-Análise e ECO-Visão.
A Eco Sistemas atuou no desenvolvimento do Sahra, especificamente para as UPA´s, na definição da logística e fluxos da unidade e, na metodologia de implantação do modelo, junto aos profissionais de saúde e administrativos.
Atualmente existem 20 UPA´s em operação no Estado do Rio de Janeiro, com a meta do governo de alcançar 45 unidades até o final de 2009.Todas as unidades contam com SAHRA em sua operação.
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